Onde o Livro
Tem a Palavra

 Eduardo White entre os finalistas ao Prémio Literário Casino da Póvoa,
atribuído no âmbito do encontro de escritores de expressão ibérica Correntes d`Escritas

 

 

«Lembro-te: alguém no amor precisa de estar nu para mostrar ao outro que está demasiado vestido.» EDUARDO WHITE

 

«O que faz o poeta é que ele olha o mundo com o coração amoroso. Ele não ama com o coração. Ele vive com o coração. Como sempre fez, o poeta Eduardo White escreveu para dar a ver. Para dar a ver um sentimento que ele ainda não sabe o que é. O poeta é sempre um cicerone de mundos invisíveis.» MIA COUTO

 

"Dos Limões Amarelos do Falo às Laranjas Vermelhas da Vulva"
de Eduardo White, entre as doze obras finalistas para o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do encontro de escritores de expressão ibérica Correntes d`Escritas.

 

Escritor moçambicano, Eduardo Costley White nasceu em Quelimane (Moçambique), a 21 de Novembro de 1963.
Após uma formação durante três anos no Instituto Industrial, o escritor exerceu funções directivas numa empresa comercial, foi membro do Conselho de Coordenação e fundador da revista Charrua e dirigente da Associação de Escritores de Moçambique.
Tem colaboração na imprensa lusófona e várias publicações como "Amar sobre o Índico" (1984), "País de Mim" (1990), "Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave" (1992), "Dormir com Deus e um Navio na Língua" (2001), "As Falas do Escorpião" (2002), "
O Manual das Mãos" (2004), entre outros.
Recebeu vários prémios literários e foi considerado, em 2001, em Moçambique, a Figura Literária do Ano.

 

«Todos os anteriores trabalhos de Eduardo White me sensibilizaram pela sua poética lúcida, simultaneamente bela e terna mas, em "Dos Limões Amarelos do Falo às Laranjas Vermelhas da Vulva" impressionou-me, particularmente, a crueza do desespero a que o poeta se abandona, e da sua impotência perante a imprevisibilidade do Amor. Considero-o um livro fascinante.» REINALDO RIBEIRO

Lisboa, 22 Jan 2009 (Lusa) - Eucanaã Ferraz, Antonio Gamoneda e Nuno Júdice são alguns dos doze autores cujas obras são finalistas para o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do encontro de escritores de expressão ibérica Correntes d`Escritas.
"Rua do Mundo", de Eucanaã Ferraz, "A Cidade e os Livros", de Antonio Cícero, "A Moeda do Tempo", de Gastão Cruz, "As Coisas Mais Simples", de Nuno Júdice, "As Têmporas da Cinza", de A.M. Pires Cabral, e "Descrição da Mentira", de Antonio Gamoneda, são alguns dos títulos que integram a lista de obras finalistas para o prémio anual, que nesta edição distingue obras de poesia (em anos pares premeia prosa), indicou a organização em comunicado.
De entre as 90 obras concorrentes, foram igualmente seleccionadas "Dos limões amarelos do falo às laranjas vermelhas da vulva", de Eduardo White, "Filho Pródigo", de José Agostinho Baptista, "Inquietude", de Maria Teresa Horta, "O Acidente", de Jorge Gomes Miranda, "O Amante Japonês", de Armando Silva Carvalho, e "Oráculo", de José Rui Teixeira.
Os escritores Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito, Jorge Sousa Braga, Fernando Guimarães e Patrícia Reis compõem este ano o júri do galardão.
O Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, destina-se a distinguir livros em português, editados em Portugal entre Julho de 2006 e Junho de 2008, de autores de língua portuguesa ou espanhola.
A obra vencedora será anunciada a 11 de Fevereiro, na sessão de abertura oficial da 10ª edição das Correntes d`Escritas, no renovado Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, e o autor receberá o prémio na cerimónia de encerramento do encontro, dia 14.

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