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gonçalo
m. tavares | joão gil | joão ribeiro
| pedro sena nunes portugal
co-produção galeria ao quadrado e vo’arte
‘ladrões de deus’
O livro "A Colher de Samuel Beckett",
de Gonçalo M. Tavares, serve de
ponto de partida para a criação de
um filme composto por pintura,
música e texto, que procura
trabalhar a divinização do
esvaziamento do divino, ou seja, a
crítica que é o processo
contemporâneo de prestação de
serviços divinos pelos falsos
profetas, como contraponto a uma
sociedade faminta de referências,
valores, dentes afiados, padrinhos,
submissão.
Onde está o Divino? Onde está o
homem? Em quem votas? De quem te
esqueces?
Através de um processo de quase
escrita/realização/
desenho/pintura/música automático
surreal, as palavras, isoladas ou
não, articulam-se com as manchas,
com as formas que evoluem,
propondo-se, elas próprias, neste
processo, contaminarem-se de não
senso no seu auto isolamento ou auto
complacência, ou contaminarem, quer
os ecos que entretanto ganharam,
quer os silêncios, que também
potenciaram.
A estreia deste projecto procura ser
o primeiro passo de uma série de
colaborações entre os artistas
envolvidos. Os quatro procuramos
hoje novas formas de confronto e
cruzamento de linguagens, decidimos
abrir e provocar o território das
palavras, imagens, pinturas e sons,
através dos estímulos técnicos e
tecnológicos. Procuramos com este
projecto desenvolver artisticamente
a partilha de visões detalhadas,
singulares e complexas de cada um
dos quatro.
A realidade do projecto passará por
projectar o resultado da colaboração
- texto - pintura - vídeo - música
num espaço arquitectónico público e
surpreendente. mais
informação em
Imaginarius
O filme teve estreia nacional a
29 Maio 09
no âmbito do 9.º Imaginarius -
Festival Internacional de Teatro de
Rua de Santa Maria da Feira.
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Obras
de Gonçalo M. Tavares
na Campo das
Letras:
 
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