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Morreu no dia 6 de Junho o poeta
António Monginho, autor da Campo das
Letras onde editou "Das Sete
Cidades", antologia de poemas
organizada pela filha, a escritora
Julieta Monginho, também nossa
autora, a quem dirigimos uma palavra
de pesar.
António Monginho nasceu em Évora, em
1925. Chegado a Lisboa, após a II
Guerra Mundial, conviveu com
pintores, músicos e escritores. Foi
sócio e director do Cinema Clube
Imagem.
Em meados da década de 50 frequentou
diversas tertúlias, como as do grupo
surrealista do "Café Gelo", as do
"Café Chiado" e de "A Brasileira do
Rossio".
Reformou-se em 1985 da Administração
Pública. Viveu em sete lugares:
Évora, Lisboa, Almada, Queluz, Faro,
Barreiro e Sintra.
Em 1980 publicou o seu primeiro
livro de poesia: "Das Sete Cidades".
Seguiram-se "Entre o Vento e o
Orvalho" (mesmo ano), "Tudo o que Me
Dói" (1981), "As Palavras
Antropófagas" (1987), "O Rio à Beira
de um Homem" (1991) e "A Sombra e o
Desejo" (1995).
A antologia "Das Sete Cidades"
(Campo das Letras, 2006) celebra o
octogésimo aniversário do autor.
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Tu e eu
e a noite
A respiração do musgo
sobre a pedra. A
matriz da natureza
a violência da dor
Tu e eu
e a noite
O fulvo arsenal da pedra.
A cor, a música, o
movimento, o som
Tu e eu
e a noite
Nus, a correr pelas pedras
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Os rapazes do meu tempo morreram
todos. Só que alguns ainda não
sabem
Quando eram novos tinham como
eu o vezo de arrasar o mundo |