Rudyard Kipling
 
  (1865-1936)
Autor e poeta inglês, nascido em Bombaim, Índia britânica.
A sua actividade literária, iniciada com contos e poemas publicados em jornais na Índia, cedo chamou a atenção de críticos e leitores, com a publicação em Londres do livro de contos "Plain Tales from the Hills", aos vinte e três anos.
Porém, durante uma carreira que abrangeu seis décadas em dois séculos, a sua obra e o seu lugar no cânone da Literatura Inglesa foram objecto de acesa polémica. Em grande medida, tal ficou a dever-se por um lado à sua versatilidade e por outro lado à sua postura ideológica.
Kipling é o autor de "O Livro da Selva", de "Histórias Assim" e de outras obras para crianças e adolescentes. É também da sua autoria uma das representações mais convincentes da Índia colonial do século passado, no romance picaresco "Kim", e das alegorias de qualidades e defeitos humanos, como no conto "O Homem que Queria Ser Rei".
É a Kipling que a Literatura Inglesa deve alguns dos seus versos e expressões mais memoráveis - e mais politicamente incorrectos: "o fardo do homem branco", "raças inferiores sem a lei", e outras expressões de um imperialismo e conservadorismo que, na viragem do século, ofendia as sensibilidades da intelectualidade liberal e, nos nossos dias, apenas quando contextualizado historicamente se pode compreender. Paradoxalmente, foi também Kipling que, como C. S. Lewis nota, atribuiu, pela primeira vez na literatura em inglês, um papel central ao trabalho, à ciência e à tecnologia, operando assim um corte radical com a obra dos seus contemporâneos, ao adoptar uma visão mais abrangente das múltiplas facetas da experiência humana.
Rudyard Kipling foi laureado com o Prémio Nobel em 1907.
   


títulos publicados pela CAMPO DAS LETRAS:
O Olho de Alá