RUBEM FONSECA

 

Rubem Fonseca nasceu em 1925, em Minas Gerais (Brasil).
Licenciado em Direito, nunca chegou a exercer advocacia, antes optando pela literatura e o cinema. Em 1952 iniciou sua carreira na polícia, como comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Muitos dos factos vividos naquela época e dos seus companheiros de trabalho estão imortalizados nos seus livros. Aluno brilhante da Escola de Polícia, não demonstrava, então, pendores literários. Ficou pouco tempo nas ruas. Foi, a maior parte do tempo em que trabalhou, até ser exonerado em 1958, um polícia de gabinete. Cuidava do serviço de relações públicas da polícia. Em 1954 recebeu uma licença para estudar e depois dar aulas na Fundação Getúlio Vargas, no Rio. Na Escola de Polícia destacou-se em Psicologia. Rubem Fonseca via, debaixo das definições legais, as tragédias humanas e conseguia resolvê-las. Nesse aspecto, afirmam, ele era admirável. Escolhido, com mais nove polícias cariocas, para se aperfeiçoar nos Estados Unidos, entre 1953 e 1954, aproveitou a oportunidade para estudar administração de empresas na New York University. Após sair da polícia, Rubem Fonseca trabalhou na Light até se dedicar integralmente à literatura.
Romancista, contista e argumentista de cinema, Rubem Fonseca é considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa contemporâneos, com uma obra extensa que a Campo das Letras tem vindo a publicar: "A Grande Arte" (romance, Prémio Jabuti e Prémio Goethe), "Romance Negro e Outras Histórias" (contos), "O Buraco na Parede" (contos, Prémio Jabuti), "Histórias de Amor" (contos), "E do Meio do Mundo Prostituto Só Amores Guardei ao Meu Charuto" (novela, Prémio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional), "A Confraria dos Espadas" (contos, Prémio Eça de Queiroz, da União Brasileira de Escritores), "Secreções, Excreções e Desatinos" (contos), "Pequenas Criaturas" (contos, Prémio Jabuti), "Diário de um Fescenino" (romance), "Mandrake – A Bíblia e a Bengala" (romance) e "Ela e Outras Mulheres" (contos).

Em 2003 obteve o Prémio Camões, o Prémio Jabuti e o Prémio Juan Rulfo, entre outros.

Mestre absoluto no controlo do ritmo narrativo, Rubem Fonseca gera expectativas e surpresas, pratica a arte de provocar tensões e distensões na narrativa, de a conduzir sem pressa ao clímax desejado. É uma literatura que não nos deixa descansar.
No dizer do escritor norte-americano Thomas Pynchon, a escrita de Rubem Fonseca "faz milagres, é misteriosa. Cada livro dele não é só uma viagem que vale a pena: é uma viagem de algum modo necessária".

   


TÍTULOS PUBLICADOS PELA CAMPO DAS LETRAS:
O Buraco na Parede
A Confraria dos Espadas
Diário de Um Fescenino
Ela e Outras Mulheres
A Grande Arte
Histórias de Amor / E do Meio do Mundo Prostituto Só Amores Guardei ao Meu Charuto
Mandrake - A Bíblia e a Bengala
Pequenas Criaturas
Romance Negro
Secreções, Excreções e Desatinos