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Nasceu em Paris, em 1905, no seio de uma família de origem
polaca. Era o irmão mais velho do célebre pintor Balthus. O pai
era pintor e historiador de arte. A mãe fora discípula de Pierre
Bonnard, um dos mais importantes pintores franceses da primeira
metade do século XX. O facto de a família ter estado assim
ligada às artes foi determinante para a formação dos dois
irmãos, que privaram por exemplo, durante a sua adolescência,
com figuras tão determinantes como Rilke e André Gide.
Em 1935, após ter frequentado, durante algum tempo, o meio da
Sociedade de Psicanálise Parisiense (em cuja revista publica
aliás o seu primeiro texto sobre Sade), Pierre Klossowski entra
em contacto com Georges Bataille, com o qual estabelecerá uma
amizade que durará até à morte deste último. Será graças a
Bataille que Klossowski virá a encontrar Breton e Maurice Heine,
no grupo "Contre-Attaque", e que, mais tarde, colaborará com a
revista "Acéphale" e se aproximará de André Masson.
Durante a Ocupação, fará estudos de escolástica e de teologia,
na faculdade dominicana de Saint-Maximin, e depois em Lyon, no
seminário de Fourvière e, finalmente, em Paris, no Instituto
Católico. Isso não o impedirá, contudo, de estabelecer contacto
com várias redes de resistência. Ainda depois da libertação de
França, colaborará com a revista ecuménica "Dieu Vivant".
O ano de 1947, porém, marca uma grande viragem na sua vida. É o
ano em que Klossowski se casa e publica uma obra que faria data,
"Sade mon prochain". Trata-se do início de uma carreira
literária absolutamente notável, marcada pela publicação dos
romances "La Vocation suspendue" (1950), "La Révocation de
l'Édit de Nantes" (1959), "Roberte, ce soir" (1954), "Le
Souffleur" (1960) e "Baphomet" (1965; Prémio dos Críticos 1965).
Publicou ainda os ensaios "Le Bain de Diane" (1957), "Un si
funeste désir" (1963) e principalmente uma extraordinária obra
exegética intitulada "Nietzsche et le cercle vicieux" (1969).
Nos derradeiros vinte anos da sua vida, dedicou-se quase
exclusivamente à pintura.
Morreu em Paris a 12 de Agosto de 2001, seis meses após a morte
do seu irmão. Tinha 96 anos.
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