Ludmila Ulitskaya
 

 

Ludmila Ulitskaya nasceu em 1943, no seio de uma família russa judaica da alta burguesia, e foi educada em Moscovo. Formada em Biologia, trabalhou como geneticista até perder o emprego por se ter ocupado em demasia com literatura proibida.
A sua obra inclui peças de teatro e radiofónicas, contos, contos infantis, novelas e romances. Está traduzida em cerca de vinte línguas e em 1996 recebeu em França o Prémio Médicis para a melhor novela estrangeira com "Sónetchka".
Vive actualmente em Moscovo, no mesmo apartamento que habitou com o primeiro marido, escritor, na então Casa dos Escritores, hoje de paredes forradas com aguarelas do actual marido, o pintor Andrei Krasulin. Costuma dizer que este apartamento é uma das razões pelas quais se tornou escritora: para ter direito a permanecer nele. É uma casa cheia de livros e de memórias – como acontece aliás com muitos dos seus heróis, originários como ela de uma burguesia ilustrada. Apaixonada pela cidade antiga, lamenta a sua destruição às mãos de uma fúria do betão pós-perestroika, isto apesar das leis que protegem os monumentos e que para os novos-ricos de hoje não passam do papel.
Só começou a publicar depois da queda do regime soviético. Não tentou publicar nada antes, mas está convencida de que não teria conseguido. Não que a sua postura fosse anti-soviética, mas porque a ela não lhe interessavam o que as autoridades consideravam importante e vice-versa. Entre o indivíduo e o Estado (oposição que entende estar presente em todos os regimes), defende o ser humano. E a família, a única instituição capaz de salvar o ser humano do igualitarismo.
Não se assume como feminista no sentido que se costuma dar ao termo, mas foram as mulheres, diz, que sempre carregaram o fardo da vida. Nomeadamente na Rússia, que tem uma história de excessos e onde as mulheres assumem sozinhas o encargo de famílias inteiras. Por isso são elas, no seu quotidiano, as personagens centrais da maior parte das suas histórias.

   

LIVROS PUBLICADOS NA CAMPO DAS LETRAS:
Sónetchka (Prémio Médicis)