|
José
Manuel Mendes nasceu em Luanda (Setembro de 1948), encontrando-se radicado
no nosso país desde a adolescência. Ainda muito jovem, em
Braga, participou activamente em movimentos estudantis, associativos e
políticos, tendo publicado o seu primeiro livro, de poesia, aos
15 anos.
Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, foi advogado e professor
do ensino secundário (1968-1980), sendo, na actualidade, docente
da Universidade do Minho. Exerceu funções de deputado à
Assembleia da República (1980/1991), Presidente do Conselho de
Opinião da RDP (1996-2001) e, entre mais, membro – por um
curto lapso de tempo – da Comissão Nacional da UNESCO. Integra
o Conselho Cultural e o Conselho Geral da Universidade do Minho, bem como
o Conselho Administrativo da Biblioteca de Braga inserida no Projecto
de Rede de Leitura Pública.
É Presidente da Direcção da Associação
Portuguesa de Escritores (eleito, pela primeira vez, em 1992) e membro
da Alta Autoridade para a Comunicação Social (tendo tomado
posse em Janeiro de 2001).
Com cerca de 30 livros publicados (poesia, ficção, crónica,
ensaio e literatura memorialística), foi distinguido com vários
prémios, o último dos quais - ITF – na sequência
de Presságios do Sul, obra que conheceu duas edições
na tradução francesa de Robert Massart. A sua poesia, recentemente
auto-antologiada (Setembro Outra Vez), e parte da sua ficção
narrativa – contos, crónicas – surgem em numerosas
antologias, nacionais e estrangeiras.
Referências bibliográficas: os romances
Ombro, Arma! (5ª ed.) e O Despir da Névoa
(3ª ed.) e o volume de contos O Homem do Corvo (3ª
ed.), todos na Editorial Caminho, as crónicas reunidas em Os
Relógios e O Vento (Presença) e os poemas franceses
de Les Ports Inachevés, de que prepara a 3ª ed. para
o ano de 2005. Em 2003 veio a lume, com desenhos e orientação
gráfica de Alberto Péssimo, A Voz ao Relento.
É variada a colaboração de José Manuel Mendes
em jornais e revistas, destacando-se o facto de ser director de O
Escritor.
Tendo realizado inúmeros recitais de poesia em Portugal, Espanha,
França, Bélgica, Alemanha, Brasil, é autor do CD
Últimos Barcos, 1998, recolha de poesia sua, e de participações
nos seguintes outros discos: Vozes Poéticas da Lusofonia,
1999, com Maria de Jesus Barroso e Manuel Alegre, Amor é Fogo,
2001, poesia de Luís de Camões, com Carmen Dolores, Maria
Barroso, João Grosso e Vítor Nobre, Subitamente, As
Palavras, 2001, poesia de José Gomes Ferreira, com Carmen
Dolores, Natália Luiza, Sofia Sá da Bandeira, Manuela Melo,
Luís Machado e Alexandre Vargas, e Folha a Folha, 1999,
poesia para a música e voz de Jorge Cravo. Escreveu para o Maestro
Fernando C. Lapa o poema que viria a ser o suporte textual do Hino da
Universidade do Minho.
Responsável, desde a primeira edição, pelo programa
cultural da Feira do Livro de Braga, vem apoiando múltiplas iniciativas
congéneres, designadamente no Funchal, e participando, enquanto
autor, em debates, colóquios, mesas-redondas e júris literários,
com destaque para os dos Prémios Camões, Reina Sofía
(Madrid), Fernando Namora, ITF/DST e Mário António (Fundação
Calouste Gulbenkian).
Foi condecorado pelo Presidente Mário Soares em 1995 como Grande
Oficial da Ordem do Mérito e pelo Rei de Marrocos, em 1990, como
Commandeur du Ouissam Aloui, tendo recebido importantes distinções,
entre as quais a Medalha do Mérito Cultural, outorgada pelo Ministro
Pedro Roseta em 2004. |
|