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Aung San Suu Kyi é líder da luta pelos direitos humanos e pela
democracia na Birmânia. Nasceu em 1945 e é filha do herói
nacional da Birmânia, Aung San, que foi assassinado quando ela
tinha apenas dois anos, imediatamente antes de a Birmânia
conseguir a independência a que ele tinha dedicado a sua vida.
Depois de fazer os seus estudos em Rangun, Deli e na
universidade de Oxford; Aung San Suu Kyi trabalhou nas Nações
Unidos em Nova Iorque e no Butão. Nos vinte anos que se
seguiram, dedicou-se a criar a família em Inglaterra (o seu
marido é britânico), antes de regressar Birmânia em 1988 para
cuidar do mãe. O seu regresso coincidiu com o eclodir de uma
revolta espontânea contra vinte e seis anos de repressão
política e declínio económico.
Aung San Suu Kyi (“Suu” para os amigos e a família) rapidamente
se revelou a líder natural e mais eloquente do movimento, e o
partido que fundou obteve uma vitória colossal nas eleições de
Maio de 1990. Em Julho de 1989, foi posta
sob prisão domiciliária e a junta militar que governa a Birmânia
recusou-se, durante seis anos, a libertá-la e a transferir o
poder para um governo civil, como prometido. Após a sua
libertação, em Julho de 1995, retomou de imediato a luta pela
liberdade política no seu país.
Aung San Suu Kyi é membro honorário do St Hugh's College,
Oxford. Em 1990, foi galardoada com o Prémio para os Direitos
Humanos Thorolf Rafto, da Noruega, e o Prémio Sakharov para a
liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu, e, em 1991 ,
ganhou o Prémio Nobel da Paz. No seu discurso, o Comité
Norueguês do Prémio Nobel declarou que, ao conceder o Prémio a
Aung San Suu Kyi, desejava "prestar homenagem a esta mulher
pelos seus esforços incansáveis, e demonstrar o seu apoio aos
povos em todo o mundo que lutam para alcançar a democracia, os
direitos humanos e a conciliação étnica por meios pacíficos".
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